"Josué, há muito tempo que não mando carta para ninguém. E agora estou a mandar esta carta para você. Você tem razão, o seu pai ainda vai aparecer…tenho saudades do meu pai, tenho saudades de tudo. ---Dora"
O filme O Central do Brasil expressa a procura duma nova vida da personagem Dora, do qual ela é inconsciente. Simbolicamente, o início do filme encontra-se na estação dos comboios em que as pessoas estão a buscar novos caminhos para a sua vida. A Dora parada na estação (simboliza que a ela está parada na vida) por acaso--trabalha no meio da estação--encontra um novo caminho que nunca esperava que inevitavelmente muda o seu coração. Então o que é que mudou, ou neste caso lembrou? A Dora lembrou o que é amar alguém e uma coisa.
Eu acho que a parte mais linda deste filme é o fim. A carta que a Dora escreve para Josué mostra a mudança que ela passou durante da história. Primeiramente, cartas são simbólicas no fato que são uma maneira para expressar o coração da pessoa e os sentimentos. A Dora diz no início da carta, "há muito tempo que não mando carta para ninguém." Ela não mandava cartas no qual mostra que não confiava em ninguém e que não acreditava nos sentimentos criadas e falsas das pessoas. A mãe do Josué queria voltar estar com o pai que bebia muito, mas a Dora achava isso estúpido e que ela era melhor sem o homem. E o fato que ela em si não escrevia cartas mostra que tinha dificuldade com alguma coisa que aconteceu no passado. Como uma carta é para expressar os sentimentos, ela não podia expressar estes sentimentos, porque queria esquecer-se deles. Vemos isto quando diz, "tenho saudades do meu pai, tenho saudades de tudo." Ela escondeu muitas dificuldades que passou porque ficou num estado de confusão e negação.
Mas tudo isto mudou, porque aprendeu amar alguém--Josué--que abriu os seus olhos e o seu coração. Na cena da Casa de Milagres, o Josué foge da Dora, e ela fica com medo do que acontecerá para ele. Ela corre mesmo para socorrê-lo e cai com o desespero de não encontrá-lo. Aí vê-se que o seu coração se arrependeu quando acorda no colo do Josué. Ela reconheceu logo o amor que sente por ele. Por muito tempo ela estava perdida na sua confusão e desconfiança do mundo, mas Josué lembrou dela das coisas boas na vida, inclusive o poder do amor. Esta mudança não pode ser expressada melhor do que na carta dela: "Agora estou a mandar uma carta para você. Você tem razão, o seu pai ainda vai aparecer." Ela escreve os sentimentos dela no papel, uma coisa que não tinha feito em muito tempo. E depois diz que ele vai encontrar o pai, que expressa a esperança que agora sente. Lembre-se que a mãe de Josué queria encontrar o pai também, mas a Dora só riu-se dela. Mas agora tem aquela mesma esperança. A Dora lembra-se de como amar alguém como o pai dela e finalmente pode começar uma nova jornada que sai da paragem da tristeza e negação no qual ela estava.
Wednesday, December 11, 2013
Thursday, November 21, 2013
A Palavra do Burro
Puxa, estou muito cansado. Não existem muitos que sabem o que é levar uma cruz feita de madeira sessenta léguas. Nem querem saber. Não entendem. Pois, o mundo é assim. Nem sempre eu pensava assim, mas agora Cristo iluminou-me a mente. A gente só fica pensando nela mesma, mas quando as coisas se correm mal aí começa a entender um pouco. Mas enquanto isso não acontecer, vai se achando, mentindo, e fingindo. São cegos do que é mais precioso.
Nesta jornada que fiz, embora eu passasse árvores bonitas, paisagens nobres, e a mãe de natureza na sua norma, não conseguia desfrutar-me das coisas por sentir fraco e pesado embaixo de minha provação. Minha mente não para de pensar nele, meu melhor amigo, e fico preocupado por causa disso. Cada momento fico nervoso de não saber o resultado do dever que eu faço. Mesmo tenho duvido se vou conseguir no fim ou não. Talvez tenha que ser assim.
Percebo agora que não é fácil. Quando a gente tiver que fazer algo que ninguém faria, algo grande que poderia mudar a vida duma pessoa seja fisicamente, espiritualmente, ou seja o que for, ninguém vai perceber e pode-se acreditar que ninguém vai ajudar para o seu benefício, mas só deles. Se um quiser embarcar neste projeto insano terá que passar pelas provações do amor e talvez perdê-lo; terá que enfrentar as tempestades e ventos da trapaça e dúvida que os políticos, os governos, e as pessoas criam; mesmo terá que ser tentados pelos próprios fulanos que acham-se homens de Deus. Tudo isso tive que passar só para entrar numa igreja para adorar meu Deus e minha Santa Bárbara? É ridículo! Ninguém entende! Ninguém percebe…só quer que as pessoas como eu desista.
Nunca esperava que fosse assim. Nunca imaginava que tivesse que fazer sozinho. Ainda bem que os olhos ingénuos foram abertos e consegue-se ver o rosto real desse mundo egoísta. Bem...não posso dizer que ninguém entende. Pois Cristo entende o que é cumprir uma promessa.
Nesta jornada que fiz, embora eu passasse árvores bonitas, paisagens nobres, e a mãe de natureza na sua norma, não conseguia desfrutar-me das coisas por sentir fraco e pesado embaixo de minha provação. Minha mente não para de pensar nele, meu melhor amigo, e fico preocupado por causa disso. Cada momento fico nervoso de não saber o resultado do dever que eu faço. Mesmo tenho duvido se vou conseguir no fim ou não. Talvez tenha que ser assim.
Percebo agora que não é fácil. Quando a gente tiver que fazer algo que ninguém faria, algo grande que poderia mudar a vida duma pessoa seja fisicamente, espiritualmente, ou seja o que for, ninguém vai perceber e pode-se acreditar que ninguém vai ajudar para o seu benefício, mas só deles. Se um quiser embarcar neste projeto insano terá que passar pelas provações do amor e talvez perdê-lo; terá que enfrentar as tempestades e ventos da trapaça e dúvida que os políticos, os governos, e as pessoas criam; mesmo terá que ser tentados pelos próprios fulanos que acham-se homens de Deus. Tudo isso tive que passar só para entrar numa igreja para adorar meu Deus e minha Santa Bárbara? É ridículo! Ninguém entende! Ninguém percebe…só quer que as pessoas como eu desista.
Nunca esperava que fosse assim. Nunca imaginava que tivesse que fazer sozinho. Ainda bem que os olhos ingénuos foram abertos e consegue-se ver o rosto real desse mundo egoísta. Bem...não posso dizer que ninguém entende. Pois Cristo entende o que é cumprir uma promessa.
Friday, November 15, 2013
O Pagador De Promessas
"Sim, você. Você que acaba de repetir a via crucis, sofrendo o martírio de Jesus. Você que , presunçosamente, pretende imitar o Filho de Deus…" (67)
Nunca esperei isso. Que ironia! Alguém pensaria que quando uma pessoa esforça-se para cumprir uma promessa, tal como levar uma cruz enorme sessenta léguas, a primeira pessoa para ajudar ou deixar o homem entrar na igreja seria o Padre mesmo. Mas foi o oposto. Zé finalmente encontra-se com o padre, mas fica surpreendido pela intolerância religiosa. Zé fez tudo que podia para entrar, mas o padre não deixava.
Ao ler o livro, eu vou pensando nas três perguntas feitas antes de começarmos a leitura: O que simboliza o homem, a promessa que fez, e as pessoas que tentam pará-lo? Tenho duas ideais que estão a bater-se na minha cabeça. O primeiro é que Zé simboliza o brasileiro normal de bahia e o esforço que essas pessoas fazem para ser religiosos, para vir a Cristo, mesmo que eles mexam as ideais religiosas. Sendo pessoas normais e pobres, contudo as classes de elite estão revoltados por elas. É um símbolo a mostrar a miscegenação religiosa de brasil e a reação da gente para isso. Isso é a primeira ideia
A segunda ideia talvez seja a mais óbvia, que Zé representa o Cristo. Embora seja somente uma imitação de Cristo. Zé tomou a cruz dele para salvar uma criatura, como Cristo tomou a sua cruz para salvar a humanidade. E ao fazer Cristo foi rejeitado, desprezado, e odiado por todos, sejam os políticas, os religiosos, etc. Ele mesmo teve que pôr em frente de amor a promessa que ele fez, exatamente como Zé fez com a Rosa. Se isso for certo, poderei adivinhar que Zé vai encontrar problema com políticos. O que é interessante é que embora Zé não queira imitar ou tomar lugar de Cristo, parece que a promessa que ele está a cumprir está a provocar isso. Do início, parecia que ele só tinha que levar a cruz para à igreja, mas afinal, a promessa está a ser mais difícil do que qualquer pessoa pensava; ele está a aprender o que Jesus Cristo passou por passar a mesma coisa dum nível mais baixo e fraco. Sinto-me que o autor está a dizer que quando toma a cruz, você tem que tomar tudo que vem com ela. Pode-se ver nesta história que o Gomes está a mostrar-nos mais facilmente e fracamente os dores e experiências que o Cristo passou para nos salvar.
Nunca esperei isso. Que ironia! Alguém pensaria que quando uma pessoa esforça-se para cumprir uma promessa, tal como levar uma cruz enorme sessenta léguas, a primeira pessoa para ajudar ou deixar o homem entrar na igreja seria o Padre mesmo. Mas foi o oposto. Zé finalmente encontra-se com o padre, mas fica surpreendido pela intolerância religiosa. Zé fez tudo que podia para entrar, mas o padre não deixava.
Ao ler o livro, eu vou pensando nas três perguntas feitas antes de começarmos a leitura: O que simboliza o homem, a promessa que fez, e as pessoas que tentam pará-lo? Tenho duas ideais que estão a bater-se na minha cabeça. O primeiro é que Zé simboliza o brasileiro normal de bahia e o esforço que essas pessoas fazem para ser religiosos, para vir a Cristo, mesmo que eles mexam as ideais religiosas. Sendo pessoas normais e pobres, contudo as classes de elite estão revoltados por elas. É um símbolo a mostrar a miscegenação religiosa de brasil e a reação da gente para isso. Isso é a primeira ideia
A segunda ideia talvez seja a mais óbvia, que Zé representa o Cristo. Embora seja somente uma imitação de Cristo. Zé tomou a cruz dele para salvar uma criatura, como Cristo tomou a sua cruz para salvar a humanidade. E ao fazer Cristo foi rejeitado, desprezado, e odiado por todos, sejam os políticas, os religiosos, etc. Ele mesmo teve que pôr em frente de amor a promessa que ele fez, exatamente como Zé fez com a Rosa. Se isso for certo, poderei adivinhar que Zé vai encontrar problema com políticos. O que é interessante é que embora Zé não queira imitar ou tomar lugar de Cristo, parece que a promessa que ele está a cumprir está a provocar isso. Do início, parecia que ele só tinha que levar a cruz para à igreja, mas afinal, a promessa está a ser mais difícil do que qualquer pessoa pensava; ele está a aprender o que Jesus Cristo passou por passar a mesma coisa dum nível mais baixo e fraco. Sinto-me que o autor está a dizer que quando toma a cruz, você tem que tomar tudo que vem com ela. Pode-se ver nesta história que o Gomes está a mostrar-nos mais facilmente e fracamente os dores e experiências que o Cristo passou para nos salvar.
Friday, November 8, 2013
Teoria Nunca Exige "Fato"
"Reading, in other words is not an exercise in burrowing into the words for their "real" meaning but rather a matter of producing relations among signifiers that have no "natural" or "essential" meaning." (The Theory Toolbox, 25)
Não tivemos uma leitura específica nesta semana, mas tive algum tempo para revisar algumas das leituras que fizemos na aula anteriormente, inclusive The Theory Toolbox. Se houvesse somente uma coisa que aprendi neste livro que "there is no such thing as natural fact" (6). Na minha vida inteira parece que foi ensinado, seja por acidente ou propósito, pelos meus professores a procurar um fato. Só um! Minha mente trabalhava assim havia muito tempo. Quando eu lia literatura, ou lia perguntas dum exame, ou seja que fosse, sempre buscava uma resposta concreta. Um significado sempre implicado. Mas vivemos numa vida da teoria, especialmente no mundo da literatura. Há alguns aspectos do fato mesmo, como problemas matemáticos. Mas esses problemas e soluções não começaram sem teorias? As pessoas andam a ter opiniões, ideais, e repostas sobre vários assuntos--é Miley Cyrus humana? Obama é um bom presidente? Todas terão opiniões sobre essas coisas que eles vão chamar "fato," mas em verdade, são teorias. "Everything is suspicious." (6)
É essa regra que traz cor e beleza para a leitura. Se pensarmos, teremos que ler assim também. Ler não é simplesmente perder-se nas palavras dum livro a fim de achar o significado "real", mas produzir relações entre as palavras que não tem um significado "natural". Ler deve ser usar todos os recursos do livro, todos os contextos para encontrar significados e propósitos escondidos que fazem com que nós aprendamos mais. Ler é imaginar usando provas do texto. Ler não é o "o que" do livro e significado, mas de fato é o "como". Não se pode estar satisfeito com uma resposta, mas disposto de ouvir e estar abertos para muitas.
Não tivemos uma leitura específica nesta semana, mas tive algum tempo para revisar algumas das leituras que fizemos na aula anteriormente, inclusive The Theory Toolbox. Se houvesse somente uma coisa que aprendi neste livro que "there is no such thing as natural fact" (6). Na minha vida inteira parece que foi ensinado, seja por acidente ou propósito, pelos meus professores a procurar um fato. Só um! Minha mente trabalhava assim havia muito tempo. Quando eu lia literatura, ou lia perguntas dum exame, ou seja que fosse, sempre buscava uma resposta concreta. Um significado sempre implicado. Mas vivemos numa vida da teoria, especialmente no mundo da literatura. Há alguns aspectos do fato mesmo, como problemas matemáticos. Mas esses problemas e soluções não começaram sem teorias? As pessoas andam a ter opiniões, ideais, e repostas sobre vários assuntos--é Miley Cyrus humana? Obama é um bom presidente? Todas terão opiniões sobre essas coisas que eles vão chamar "fato," mas em verdade, são teorias. "Everything is suspicious." (6)
É essa regra que traz cor e beleza para a leitura. Se pensarmos, teremos que ler assim também. Ler não é simplesmente perder-se nas palavras dum livro a fim de achar o significado "real", mas produzir relações entre as palavras que não tem um significado "natural". Ler deve ser usar todos os recursos do livro, todos os contextos para encontrar significados e propósitos escondidos que fazem com que nós aprendamos mais. Ler é imaginar usando provas do texto. Ler não é o "o que" do livro e significado, mas de fato é o "como". Não se pode estar satisfeito com uma resposta, mas disposto de ouvir e estar abertos para muitas.
Friday, November 1, 2013
Poética
"--Não quero mais saber do lirismo que não é libertação."
Este poema, escrito por Manuel Bandeira, mostra um humor ambos escrito e imaginado que faz com que o leitor entenda que o lirismo se deve levar a sério. Ele mesmo copia o lirismo em algumas formas para prover o seu ponto.
Um exemplo é "estou farto do lirismo que pára e vai averiguar no dicionário o cunho
/vernáculo de um vocábulo."
O Bandeira expressa a chatice de ter que entender as palavras grandes, profundas, e impossíveis ajudar o leitor entender que é só para apresentação. Ele convida o leitor a sentir a maneira que ele sente por usar palavras diferentes e desnecessário. Essa ferramenta causa um desgosto por lirismo.
Bandeira também usa duas frases para mostrar que poesia do lirismo não é poesia. Ele escreve
"Estou farto do lirismo namorador
Político
Raquítico
Sifilítico
…Será contabilidade de co-senos secretário, do amante exemplar com
/cem modelos de cartas e as diferentes maneiras de agradar às mulheres, etc."
Ele mostra com isso que os poetas do lirismo só usam a forma e não sentimentos. Ele mesmo usa uma forma desagradável para ilustrar este ponto. Poesia é completamente dos sentimentos, e ao mostrar que as poetas só usa forma "diferente" para "agradar" o Bandeira apoia seu ponto que lirismo não é poeta real e livre. É somente uma apresentação.
Para apoiar este ponto mais ele fala "Quero antes o lirismo dos loucos o lirismo dos bêbados…o lirismo dos clowns de shakespeare." Antes de ouvir uma pessoa com lirismo profundo e palavras grandes e desconhecidas, ele quer ouvir pessoas que frequentemente não são respeitados. Porque? Sabemos nos teatros de Shakespeare os seus clowns são as pessoas menos importantes, mas que falam sempre a verdade. E muitas vezes uma verdade importante para o entendimento. Bêbados também não tem controlo sobre o que dizem. Então falam tudo! E não falam para agradar as pessoas que ouvem, mas simplesmente para falar a verdade que existe para que quem ouve saiba a realidade. O uso desses pontos pinta uma imagem muito forte na cabeça do leitor ao saber que os bêbados e clowns são mais de que o lirismo sem sentimento, o político, o raquítico, etc. Não é poesia quando eles falam, mas hipocrisia. Como Bandeira diz, o lirismo assim "não é libertação." Estão presos com a pressão de agradar as pessoas e parecer algo que não são.
Este poema, escrito por Manuel Bandeira, mostra um humor ambos escrito e imaginado que faz com que o leitor entenda que o lirismo se deve levar a sério. Ele mesmo copia o lirismo em algumas formas para prover o seu ponto.
Um exemplo é "estou farto do lirismo que pára e vai averiguar no dicionário o cunho
/vernáculo de um vocábulo."
O Bandeira expressa a chatice de ter que entender as palavras grandes, profundas, e impossíveis ajudar o leitor entender que é só para apresentação. Ele convida o leitor a sentir a maneira que ele sente por usar palavras diferentes e desnecessário. Essa ferramenta causa um desgosto por lirismo.
Bandeira também usa duas frases para mostrar que poesia do lirismo não é poesia. Ele escreve
"Estou farto do lirismo namorador
Político
Raquítico
Sifilítico
…Será contabilidade de co-senos secretário, do amante exemplar com
/cem modelos de cartas e as diferentes maneiras de agradar às mulheres, etc."
Ele mostra com isso que os poetas do lirismo só usam a forma e não sentimentos. Ele mesmo usa uma forma desagradável para ilustrar este ponto. Poesia é completamente dos sentimentos, e ao mostrar que as poetas só usa forma "diferente" para "agradar" o Bandeira apoia seu ponto que lirismo não é poeta real e livre. É somente uma apresentação.
Para apoiar este ponto mais ele fala "Quero antes o lirismo dos loucos o lirismo dos bêbados…o lirismo dos clowns de shakespeare." Antes de ouvir uma pessoa com lirismo profundo e palavras grandes e desconhecidas, ele quer ouvir pessoas que frequentemente não são respeitados. Porque? Sabemos nos teatros de Shakespeare os seus clowns são as pessoas menos importantes, mas que falam sempre a verdade. E muitas vezes uma verdade importante para o entendimento. Bêbados também não tem controlo sobre o que dizem. Então falam tudo! E não falam para agradar as pessoas que ouvem, mas simplesmente para falar a verdade que existe para que quem ouve saiba a realidade. O uso desses pontos pinta uma imagem muito forte na cabeça do leitor ao saber que os bêbados e clowns são mais de que o lirismo sem sentimento, o político, o raquítico, etc. Não é poesia quando eles falam, mas hipocrisia. Como Bandeira diz, o lirismo assim "não é libertação." Estão presos com a pressão de agradar as pessoas e parecer algo que não são.
Thursday, October 24, 2013
Epílogos
"Que Falta nesta cidade?………..Verdade
Que mais por sua desonra?……..Honra
Falta mais que se lhe ponha………Vergonha."
O poema escrito por Gregório de Matos discute a corrupção e injustiça da Bahia numa estrutura que parece estar a reunir o povo para revoltar. É um poema cheio de paixão para o brasil com o propósito de chamar a gente à atenção. Na sua sátira, o Matos usa uma estrutura única de perguntas retóricas, de reticência e de rima para revelar a realidade de que a Bahia é corrupta.
É óbvio para o leitor saber que o poema tem um tom negativo ao ver as palavras nos versos verticais, mas é a maneira que Matos usa a estrutura do verso vertical que chama mais atenção ao significado. Cada frase começa com uma pergunta retórica e uma reticência dando tempo para o leitor pensar nas possibilidades. A reticência dá a ideai que a pergunta não será respondida, mas ironicamente o autor responde essas perguntas. O uso dessa estrutura tem dois propósitos: 1. O fato que ele usa uma palavra só ousadamente mostra que é para chamar a audiência ao revolto (Verdade, Honra, Vergonha, Usura)--podemos dizer que ele está a reunir os tropas; 2. Para revelar ao leitor a natureza corrupta de terra que se refere.
Matos também usa uma rima para ajudar o leitor ligar-se com as qualidades corruptas da Bahia: "O que falta nesta cidade?…verdade). Toda a estrutura é para fazer com que esses temas e características fiquem na mente do leitor. Assim, a audiência sabe claramente das respostas ousadas que a Bahia é corrupta e precisa de mudar.
Que mais por sua desonra?……..Honra
Falta mais que se lhe ponha………Vergonha."
O poema escrito por Gregório de Matos discute a corrupção e injustiça da Bahia numa estrutura que parece estar a reunir o povo para revoltar. É um poema cheio de paixão para o brasil com o propósito de chamar a gente à atenção. Na sua sátira, o Matos usa uma estrutura única de perguntas retóricas, de reticência e de rima para revelar a realidade de que a Bahia é corrupta.
É óbvio para o leitor saber que o poema tem um tom negativo ao ver as palavras nos versos verticais, mas é a maneira que Matos usa a estrutura do verso vertical que chama mais atenção ao significado. Cada frase começa com uma pergunta retórica e uma reticência dando tempo para o leitor pensar nas possibilidades. A reticência dá a ideai que a pergunta não será respondida, mas ironicamente o autor responde essas perguntas. O uso dessa estrutura tem dois propósitos: 1. O fato que ele usa uma palavra só ousadamente mostra que é para chamar a audiência ao revolto (Verdade, Honra, Vergonha, Usura)--podemos dizer que ele está a reunir os tropas; 2. Para revelar ao leitor a natureza corrupta de terra que se refere.
Matos também usa uma rima para ajudar o leitor ligar-se com as qualidades corruptas da Bahia: "O que falta nesta cidade?…verdade). Toda a estrutura é para fazer com que esses temas e características fiquem na mente do leitor. Assim, a audiência sabe claramente das respostas ousadas que a Bahia é corrupta e precisa de mudar.
Thursday, October 17, 2013
Amor é um fogo que arde sem se ver
"Amor é um fogo que arde sem se ver; é ferida que dói e não se sente; é um contentamento descontente...é um não querer mais que bem querer."
Camões mostra por meio de anáfora, antítese, e pergunta retórica que o amor é incompreensível e que realmente não tem uma definição definita.
Ele estrategicamente usa a anáfora para apanhar a atenção do leitor a fim de estabelecer a definição indefinita do amor. A palavra que se repete durante do poema é "é." Essa ferramenta faz com que os leitores vejam a importância da palavra "amor". Isso é crucial porque ao os leitores prestarem mais atenção as frases iniciadas com "é"eles poderão dar importância ao uso de antítese que estabelecem o significado do poema.
A ilustração feita por antítese mostra que o amor não se compreende nem embora precisemos dele. Mesmo do início Camões diz "é ferida que dói e não se sente." Doer significa causar dor a uma parte do corpo físico. Então o fato que ele diz a ferida dói e não se sente cria uma confusão na mente do leitor. Como é que pode ser os dois? Mais tarde ele diz "[amor] é um andar solitário por entre a gente." Essas são duas ideias opostas e diferentes que se usam para faz confusão entre a mente do leitor. O autor faz isso para que nós não consigamos compreender o significado real do amor assim mostrando o tema e propósito do poema.
A pergunta retórica que Camões faz no fim deixa o leitor não sabendo mesmo o que é o amor: "Mas como causar pode seu favor nos corações humanos amizade, se tão contrário a si é o mesmo amor? Esta pergunta ilustra, como a antítese, duas ideais--amor é em seu favor mas contrário a si. É uma pergunta que chateia e acaba por confundir o leitor! Enfim, a definição do amor nunca é compreendida criando uma imagem conflitante do que é o amor.
Camões mostra por meio de anáfora, antítese, e pergunta retórica que o amor é incompreensível e que realmente não tem uma definição definita.
Ele estrategicamente usa a anáfora para apanhar a atenção do leitor a fim de estabelecer a definição indefinita do amor. A palavra que se repete durante do poema é "é." Essa ferramenta faz com que os leitores vejam a importância da palavra "amor". Isso é crucial porque ao os leitores prestarem mais atenção as frases iniciadas com "é"eles poderão dar importância ao uso de antítese que estabelecem o significado do poema.
A ilustração feita por antítese mostra que o amor não se compreende nem embora precisemos dele. Mesmo do início Camões diz "é ferida que dói e não se sente." Doer significa causar dor a uma parte do corpo físico. Então o fato que ele diz a ferida dói e não se sente cria uma confusão na mente do leitor. Como é que pode ser os dois? Mais tarde ele diz "[amor] é um andar solitário por entre a gente." Essas são duas ideias opostas e diferentes que se usam para faz confusão entre a mente do leitor. O autor faz isso para que nós não consigamos compreender o significado real do amor assim mostrando o tema e propósito do poema.
A pergunta retórica que Camões faz no fim deixa o leitor não sabendo mesmo o que é o amor: "Mas como causar pode seu favor nos corações humanos amizade, se tão contrário a si é o mesmo amor? Esta pergunta ilustra, como a antítese, duas ideais--amor é em seu favor mas contrário a si. É uma pergunta que chateia e acaba por confundir o leitor! Enfim, a definição do amor nunca é compreendida criando uma imagem conflitante do que é o amor.
Tuesday, October 8, 2013
Homem No Mar
"Agora não sou mai responsável por ele; cumpri o meu dever, e ele cumpriu o seu...ele não estava fazendo nenhum gesto a favor de alguém, nem construindo algo de útil; mas certamente fazia uma coisa bela, e a fazia de um modo puro e viril." (página 92)
A crónica de Rubem Braga, fala dum acontecimento teve a ver um homem a nadar na praia. Ele ficou o vendo e anotando cada movimento daquele "nobre animal"e ponderando sobre a beleza do momento. Mas qual é a verdade dessa crónica? O que o autor está tentando dizer?
A citação diz que "não sou mais responsável por ele," que revela a obrigação que o autor sente dele mesmo. Porque tem obrigação? Bem, como nós aprendemos, ele vê o homem a nadar como um "correto irmão." A crónica não somente está falando sobre a beleza dum homem a nadar, mas fala sobre o amor do irmão. Naquele tempo todo, o autor sentiu que precisava de acompanhá-lo para que pudesse testemunhar com seu irmão que ele atingisse o telhado vermelho...a sua meta."E ele o antigiu."
Talvez não fosse o apoio mais alto, nem poderoso; não obstante, foi um apoio que deu ao seu irmão por fazer algo "de um modo puro e viril." Ao ler, sinto-me a relação que irmãos têm é algo também puro e viril. É poderoso. Acho que o Sr. Braga queria que os leitores entendessem esse ponto, que o amor e o apoio dos irmãos são essenciais na sociedade por que nos "faz bem."
A crónica de Rubem Braga, fala dum acontecimento teve a ver um homem a nadar na praia. Ele ficou o vendo e anotando cada movimento daquele "nobre animal"e ponderando sobre a beleza do momento. Mas qual é a verdade dessa crónica? O que o autor está tentando dizer?
A citação diz que "não sou mais responsável por ele," que revela a obrigação que o autor sente dele mesmo. Porque tem obrigação? Bem, como nós aprendemos, ele vê o homem a nadar como um "correto irmão." A crónica não somente está falando sobre a beleza dum homem a nadar, mas fala sobre o amor do irmão. Naquele tempo todo, o autor sentiu que precisava de acompanhá-lo para que pudesse testemunhar com seu irmão que ele atingisse o telhado vermelho...a sua meta."E ele o antigiu."
Talvez não fosse o apoio mais alto, nem poderoso; não obstante, foi um apoio que deu ao seu irmão por fazer algo "de um modo puro e viril." Ao ler, sinto-me a relação que irmãos têm é algo também puro e viril. É poderoso. Acho que o Sr. Braga queria que os leitores entendessem esse ponto, que o amor e o apoio dos irmãos são essenciais na sociedade por que nos "faz bem."
Friday, October 4, 2013
Estão Apenas Ensaiando
"Desanca o diretor, diz que não dá para mostrar desespero com um texto daqueles, inverossímil...[no] mundo do lado de fora esteve perfeito na pele do lavrador em sua súplica diante da morte." (página 74 e 76
Porquê escreve um conto assim? Qual é o significado? Bem, não sei perfeitamente, mas se eu percebi pelo menos algumas partes desse conto, então eu acho é meu dever para esforçar-me a entender o texto. É interessante como o autor do texto usa ironia para ensinar-nos o seu ponto. "Estão apenas ensaiando" é repetido várias vezes como se o autor estivesse a lembrar-nos de cada momento. Mas enfim, a ironia é que "o ensaio" torna-se real. O homem a agir como o lavrador não conseguia agir com um texto "inverossímil." O diretores continuavam a pará-lo durante do ensaio para corrigi-lo, até no final, ele agiu perfeitamente porque perdeu no "mundo do lado de fora" a sua mulher. Não foi apenas um ensaio.
A ironia ajuda-nos ver que na leitura há uma ligação no mundo irreal (os textos, livros) e o mundo real. Essa ironia não somente é um desafio, mas também um aviso. Quantas vezes no temos achado como o homem lavrador, não percebendo o texto e não conseguindo entender o sentimento do momento. É um desafio como leitores de esforçar-nos mentalmente para entender os textos que lemos. Pode-se sentir emoção por causa duma caneta e papel. No obstante, o autor também deixa um aviso. Vemos que o lavrador finalmente "esteve perfeito," mas era por causa da realidade na sua vida. Finalmente entendeu o texto, mas por um preço. O autor está a avisar-nos que se desistirmos de entender um texto, um dia o nosso mundo e o mundo do texto serão ligados e teremos que sentir uma dor tal como o lavrador para realmente entender: "compreende que por um instante encarnou de fato o lavrador...por uma trapaça do destino, tornou-se o próprio lavrador..."
O autor só pede que façamos um esforço mental para compreender os textos que lemos para que nos preparemos para o futuro e nos tornemos pessoas mais sábias.
Porquê escreve um conto assim? Qual é o significado? Bem, não sei perfeitamente, mas se eu percebi pelo menos algumas partes desse conto, então eu acho é meu dever para esforçar-me a entender o texto. É interessante como o autor do texto usa ironia para ensinar-nos o seu ponto. "Estão apenas ensaiando" é repetido várias vezes como se o autor estivesse a lembrar-nos de cada momento. Mas enfim, a ironia é que "o ensaio" torna-se real. O homem a agir como o lavrador não conseguia agir com um texto "inverossímil." O diretores continuavam a pará-lo durante do ensaio para corrigi-lo, até no final, ele agiu perfeitamente porque perdeu no "mundo do lado de fora" a sua mulher. Não foi apenas um ensaio.
A ironia ajuda-nos ver que na leitura há uma ligação no mundo irreal (os textos, livros) e o mundo real. Essa ironia não somente é um desafio, mas também um aviso. Quantas vezes no temos achado como o homem lavrador, não percebendo o texto e não conseguindo entender o sentimento do momento. É um desafio como leitores de esforçar-nos mentalmente para entender os textos que lemos. Pode-se sentir emoção por causa duma caneta e papel. No obstante, o autor também deixa um aviso. Vemos que o lavrador finalmente "esteve perfeito," mas era por causa da realidade na sua vida. Finalmente entendeu o texto, mas por um preço. O autor está a avisar-nos que se desistirmos de entender um texto, um dia o nosso mundo e o mundo do texto serão ligados e teremos que sentir uma dor tal como o lavrador para realmente entender: "compreende que por um instante encarnou de fato o lavrador...por uma trapaça do destino, tornou-se o próprio lavrador..."
O autor só pede que façamos um esforço mental para compreender os textos que lemos para que nos preparemos para o futuro e nos tornemos pessoas mais sábias.
Tuesday, September 24, 2013
A Ilha Desconhecida
"...Depois, malo o sol acabou de nascer, o homem e a mulher foram pintar na proa do barco, de um lado e do outro, em letras brancas, o nome que ainda faltava dar a caravela, Pela hora do meio-dia, com a maré, A Ilha Desconhecida fez-se enfim ao mar, a procura de si mesma." (página 60)
O Conto da Ilha Desconhecida é um conto que faz a gente ponderar na jornada do homem que pediu do rei um barco. Pessoalmente fez-me pensar e perguntar em duas coisas: O que é essa ilha desconhecida que o homem procura, e porque está a procurá-la? Quando li a última frase do conto, eu pensei logo que o homem e a mulher chamaram o barco A Ilha Desconhecida, e talvez o chamassem isso. Mas depois de pensar profundamente, tenho reparado que quando se diz, "A Ilha Desconhecida fez-se enfim ao mar, a procura de si mesma," realmente está a falar sobre o homem. É o homem que está a procurar si mesmo.
O personagem do conto quer descobrir a si mesmo, o sentido da sua existência na vida. O homem pede do rei um barco para que ele possa embarcar na jornada de encontrar "A Ilha Desconhecida," ou seja, o seu sonho. Sabemos que o homem quer cumprir esse sonho, porque fica na porta por três dias a espera de resposta do rei. Ele sabia exatamente o que queria fazer. Mas quando está perto de embarcar na sua jornada e cumprir, o sonho fica cada vez mais distante e ele fica fraco e mesmo duvida-se na existência da Ilha. ( Os geógrafos do rei tentam dissuadi-lo, pois já não existem ilhas para conhecer; os marinheiros recusam-se a embarcar na aventura). Quando estava prestes a desistir do sonho, ele encontrou força na mulher, por qual ele apaixona. Podemos dizer que ele encontra uma parte dessa ilha, senão tudo.
Achei muito interessante que o Autor, Saramago, nunca usou nomes específicos para os seus personagens. Nem falou das suas vidas pessoais. Somente mencionou muito das suas profissões. Saramago, fez isso para que saibamos que esses personagens somos nós. Cada um de nós embarcaremos numa jornada para encontrar nós mesmos. Bem, alguns, senão todos, estão a fazer isso agora, e acho que o autor que o leitor aprenda que a jornada de encontrar a ilha desconhecida é difícil. Esse conto mostra-nos o desejo e perseverança necessária de cumprir esse sonho. Teremos os nossos reis, os nossos marinheiros, e os nossos geógrafos que irão nos duvidar, mas continuemos, como o homem fez abraçado a mulher.
O Conto da Ilha Desconhecida é um conto que faz a gente ponderar na jornada do homem que pediu do rei um barco. Pessoalmente fez-me pensar e perguntar em duas coisas: O que é essa ilha desconhecida que o homem procura, e porque está a procurá-la? Quando li a última frase do conto, eu pensei logo que o homem e a mulher chamaram o barco A Ilha Desconhecida, e talvez o chamassem isso. Mas depois de pensar profundamente, tenho reparado que quando se diz, "A Ilha Desconhecida fez-se enfim ao mar, a procura de si mesma," realmente está a falar sobre o homem. É o homem que está a procurar si mesmo.
O personagem do conto quer descobrir a si mesmo, o sentido da sua existência na vida. O homem pede do rei um barco para que ele possa embarcar na jornada de encontrar "A Ilha Desconhecida," ou seja, o seu sonho. Sabemos que o homem quer cumprir esse sonho, porque fica na porta por três dias a espera de resposta do rei. Ele sabia exatamente o que queria fazer. Mas quando está perto de embarcar na sua jornada e cumprir, o sonho fica cada vez mais distante e ele fica fraco e mesmo duvida-se na existência da Ilha. ( Os geógrafos do rei tentam dissuadi-lo, pois já não existem ilhas para conhecer; os marinheiros recusam-se a embarcar na aventura). Quando estava prestes a desistir do sonho, ele encontrou força na mulher, por qual ele apaixona. Podemos dizer que ele encontra uma parte dessa ilha, senão tudo.
Achei muito interessante que o Autor, Saramago, nunca usou nomes específicos para os seus personagens. Nem falou das suas vidas pessoais. Somente mencionou muito das suas profissões. Saramago, fez isso para que saibamos que esses personagens somos nós. Cada um de nós embarcaremos numa jornada para encontrar nós mesmos. Bem, alguns, senão todos, estão a fazer isso agora, e acho que o autor que o leitor aprenda que a jornada de encontrar a ilha desconhecida é difícil. Esse conto mostra-nos o desejo e perseverança necessária de cumprir esse sonho. Teremos os nossos reis, os nossos marinheiros, e os nossos geógrafos que irão nos duvidar, mas continuemos, como o homem fez abraçado a mulher.
Friday, September 20, 2013
A Chinela Turca
"...mas, ao cabo de uma quarto de hora, eis o que ele dizia consigo: -- Ninfa, doce amiga, fantasia inquieta e fértil, tu me salvaste de uma ruim peça com um sonho original, substituíste-me o tédio por um pesadelo: foi um bom negócio. Um bom negócio e uma grave lição: provaste-me ainda uma vez que o melhor drama está no espectador e não no palco."
Este conto de Machado de Assis é um muito único ao mundo, pois leva-nos a participar da aventura vivida pelo protagonista, no qual parece-se muito real. Por causa das mudanças do momentos, o leitor fica confundido na história. Eu tive que ler duas vezes muito devagar só para perceber que o bacharel estava a sonhar. Nunca li um texto assim. Então, porque é que Machado escreveu este conto, e qual é o significado dele?
Eu não posso dizer melhor de que o Duarte que disse, "o melhor drama está no espectador e não no palco." Parece que o autor esta a ensinar uma lição. Faz-se perceber a importância que o imaginário/leitor exerce nas narrativas, pois Machado deixa-nos completamente confusos em alguns pontos do conto. Quase não deu na primeira leitura perceber o que estava a passar-se, se era realidade ou sonho. Mas isso é o gênio do autor. Ele quer que olhemos para trás para buscar as nossas próprias respostas. Machado de Assis distingue-se de outros escritores por transformar seus leitores em personagens a levá-los a usar a imaginação e fazer com que eles tirem suas conclusões pessoais do texto. Ele faz-nos tirar a moral de história.
Então, neste conto particular, nos tornamos o Duarte. Ele tem uma outra coisa melhor para fazer como nós (dançar no baile com a namorada dele há uma semana), mas o Major queria que ele lesse/ouvisse a história/drama dele que tem 7 quadros. Que droga! Duarte ficou irritado e não conseguiu focalizar porque estava a pensar só em Cecilia. Mas sem nós sabermos, ele começa a sonhar com os personagens e aspectos do texto de Major. Ele fez uma história intenso e aventurosa. Tão aventurosa que ele agradeceu o Major no fim do conto.
Machado de Assis quer que façamos o mesmo. Que leiamos, que criemos a nossa opinião, que vivamos o conto. Porque como aprendemos no "Toolbox", não existe facto na leitura. Somente existe interpretação. O autor lembra-nos disso, que nós é que fazemos uma boa leitura. O melhor drama/conto/ leitura fica nas mãos de espectador. E é por essa razão que Machado tem tanto sucesso, porque seus leitores vivem a aventura.
Este conto de Machado de Assis é um muito único ao mundo, pois leva-nos a participar da aventura vivida pelo protagonista, no qual parece-se muito real. Por causa das mudanças do momentos, o leitor fica confundido na história. Eu tive que ler duas vezes muito devagar só para perceber que o bacharel estava a sonhar. Nunca li um texto assim. Então, porque é que Machado escreveu este conto, e qual é o significado dele?
Eu não posso dizer melhor de que o Duarte que disse, "o melhor drama está no espectador e não no palco." Parece que o autor esta a ensinar uma lição. Faz-se perceber a importância que o imaginário/leitor exerce nas narrativas, pois Machado deixa-nos completamente confusos em alguns pontos do conto. Quase não deu na primeira leitura perceber o que estava a passar-se, se era realidade ou sonho. Mas isso é o gênio do autor. Ele quer que olhemos para trás para buscar as nossas próprias respostas. Machado de Assis distingue-se de outros escritores por transformar seus leitores em personagens a levá-los a usar a imaginação e fazer com que eles tirem suas conclusões pessoais do texto. Ele faz-nos tirar a moral de história.
Então, neste conto particular, nos tornamos o Duarte. Ele tem uma outra coisa melhor para fazer como nós (dançar no baile com a namorada dele há uma semana), mas o Major queria que ele lesse/ouvisse a história/drama dele que tem 7 quadros. Que droga! Duarte ficou irritado e não conseguiu focalizar porque estava a pensar só em Cecilia. Mas sem nós sabermos, ele começa a sonhar com os personagens e aspectos do texto de Major. Ele fez uma história intenso e aventurosa. Tão aventurosa que ele agradeceu o Major no fim do conto.
Machado de Assis quer que façamos o mesmo. Que leiamos, que criemos a nossa opinião, que vivamos o conto. Porque como aprendemos no "Toolbox", não existe facto na leitura. Somente existe interpretação. O autor lembra-nos disso, que nós é que fazemos uma boa leitura. O melhor drama/conto/ leitura fica nas mãos de espectador. E é por essa razão que Machado tem tanto sucesso, porque seus leitores vivem a aventura.
Friday, September 13, 2013
O Enfermeiro
"Crime ou luta? Realmente, foi uma luta, em que eu, atacado, defendi-me, e na defesa...Foi uma luta desgraçada, uma fatalidade. Fixei-me nessa idéia...não era a culpa do coronel, bem o sabia, era da moléstia, que o tornava assim rabugento e até mau...mas eu perdoava tudo, tudo...Considerei também que o coronel não podia viver mais; estava por pouco; ele mesmo o sentia e dizia...[eu] estava atordoado. Toda a gente me elogiava a dedicação e a paciência...eu defendia-o, apontava algumas virtudes, era austero...mas a verdade é que ele devia morrer, ainda que não fosse aquela fatalidade..."
O Enfermeiro foi um conto muito interessante sobre um enfermeiro que por causa da sua raiva com um paciente rabugento e violento, acaba por matá-lo. Mas a ferramenta que Machado de assis usa para ajudar-nos ver e compreender a mensagem do texto é o fato que ele escreve esse conto com o enfermeiro representado o narrador. Por que? Machado faz isso, realmente para que nós (os leitores) vejamos que a natureza humana é arranjar desculpas a fim de arejar a nossa consciência.
Fica a idéia de que os valores internos não corresponde aos de valores externos. Lemos que o enfermeiro lutava tanto para ter paciência com o Coronel, mas afinal, acaba por tirá-lo a vida. Depois disso, o enfermeiro ficou com muito culpa daquilo que tinha feito. E as escrituras que o narrador usou mostra-nos que esse homem foi uma homem cristã. Sabia que fez mal (valores internos). Mas, como sempre, Machado inclui a ironia que o enfermeiro não somente herdou o dinheiro do Coronel rico, mas também recebeu elogios duma cidade inteira. Mas em vez de sentir mais culpa, o enfermeiro ilude a si mesmo. Ele começou a justificar a sua ação e acreditar nas coisas que as pessoas diziam (valores externos).
Mais ironia é que o homem, sendo cristã, não confessava o seu pecado, mas ao remóir-se de remorso o ele começa a fazer desculpas para cobrir o seu ato e tratar bem a sua mente. Quando fazemos coisas erradas, a nossa culpa fica pesada. Então inventamos desculpas seja onde pudermos, enganamo-nos mesmos, compensamos falhas, lembramo-nos dos outros fatos, e mesmo fazemos boas ações depois para que fiquemos leves. O enfermeiro faz exatamente isso. Por exemplo, o coronel tinha um aneurisma em estágio terminal que ia acabar com a sua vida em qualquer momento. O primeiro disse que foi uma luta e estava se defendendo do coronel. Os médicos no fim disseram que a morte de felisberto era certa. O enfermeiro agarrava em tudo que puder para arejar a sua consciência, e mesmo doa toda a fortuna que herdou, iludindo-se que isso limpava-se do seu ato mal. Mas enfim, o pecado fica com ele.
Porque o enfermeiro escreveu este conto, temos um "front row seat" em ver e testemunhar a batalha da natureza humana de ser honesto e reto ou de ser mentiroso e covarde. Vimos esse mesma batalha em "A Cartomante." O homem ilude-se a fim de aliviar-se da sua culpa.
O Enfermeiro foi um conto muito interessante sobre um enfermeiro que por causa da sua raiva com um paciente rabugento e violento, acaba por matá-lo. Mas a ferramenta que Machado de assis usa para ajudar-nos ver e compreender a mensagem do texto é o fato que ele escreve esse conto com o enfermeiro representado o narrador. Por que? Machado faz isso, realmente para que nós (os leitores) vejamos que a natureza humana é arranjar desculpas a fim de arejar a nossa consciência.
Fica a idéia de que os valores internos não corresponde aos de valores externos. Lemos que o enfermeiro lutava tanto para ter paciência com o Coronel, mas afinal, acaba por tirá-lo a vida. Depois disso, o enfermeiro ficou com muito culpa daquilo que tinha feito. E as escrituras que o narrador usou mostra-nos que esse homem foi uma homem cristã. Sabia que fez mal (valores internos). Mas, como sempre, Machado inclui a ironia que o enfermeiro não somente herdou o dinheiro do Coronel rico, mas também recebeu elogios duma cidade inteira. Mas em vez de sentir mais culpa, o enfermeiro ilude a si mesmo. Ele começou a justificar a sua ação e acreditar nas coisas que as pessoas diziam (valores externos).
Mais ironia é que o homem, sendo cristã, não confessava o seu pecado, mas ao remóir-se de remorso o ele começa a fazer desculpas para cobrir o seu ato e tratar bem a sua mente. Quando fazemos coisas erradas, a nossa culpa fica pesada. Então inventamos desculpas seja onde pudermos, enganamo-nos mesmos, compensamos falhas, lembramo-nos dos outros fatos, e mesmo fazemos boas ações depois para que fiquemos leves. O enfermeiro faz exatamente isso. Por exemplo, o coronel tinha um aneurisma em estágio terminal que ia acabar com a sua vida em qualquer momento. O primeiro disse que foi uma luta e estava se defendendo do coronel. Os médicos no fim disseram que a morte de felisberto era certa. O enfermeiro agarrava em tudo que puder para arejar a sua consciência, e mesmo doa toda a fortuna que herdou, iludindo-se que isso limpava-se do seu ato mal. Mas enfim, o pecado fica com ele.
Porque o enfermeiro escreveu este conto, temos um "front row seat" em ver e testemunhar a batalha da natureza humana de ser honesto e reto ou de ser mentiroso e covarde. Vimos esse mesma batalha em "A Cartomante." O homem ilude-se a fim de aliviar-se da sua culpa.
Friday, September 6, 2013
A Caixa de Ferramentas
Hoje, gostei muito da leitura que falou a respeito de "fato natural" e da necessidade de ter teoria. Havia uma citação com qual eu podia me relacionar que ficava na página 6 que diz, "The upsetting of the "natural fact" is the beginning of being able to see things differently...Everything comes from somewhere and functions in a particular context set of contexts; there's no such thing as a "natural fact."
No texto, fala que "o fato natural" é a nossa opinião e a teoria é o poder de mudar aquela opinião. Bem, não mudar, mas, em vez disso, influenciar por meio de "debate ou discurso" (página 7, The Theory Toolbox). Enquanto eu lia, o livro chamou-me à atenção porque tenho muitos "fatos naturais" que eu acho certos e que não vou mudar. Eu sou teimoso!
Por exemplo, quando eu jogava no equipa de basquete de minha escola secundária, minha mãe sempre me fazia sandes quando o jogo ficava longe de casa. Eu sempre queria a mesma mostarda em pelo menos uma fatia de pão. Mas um dia, minha mãe sugeriu que tivesse mostarda picante no sandes. Eu não gostei nada disso! "Não mãe, não quero," eu dizia. Um dia então, minha mãe pôs mostarda picante no meu sandes sem eu saber. Aquele dia, eu comi-o. E sabes uma coisa? Eu gostei! Então meu fato natural foi perturbado (upset) e comecei a ver as coisas numa maneira diferente.
Então, será que "o fato natural" existe? Bem, não sei completamente. Eu só sei que esses "fatos" podem ser influenciados e mudados por meio da caixa de ferramentas da teoria. E eu espero aprender mais como isso acontece, porque como o canção no inicio do livro disse, "Como nós pensamos, muda como nós agimos." Se pudermos mudar a maneira que nós pensamos para o melhor, então nós e o mundo seremos melhores também.
No texto, fala que "o fato natural" é a nossa opinião e a teoria é o poder de mudar aquela opinião. Bem, não mudar, mas, em vez disso, influenciar por meio de "debate ou discurso" (página 7, The Theory Toolbox). Enquanto eu lia, o livro chamou-me à atenção porque tenho muitos "fatos naturais" que eu acho certos e que não vou mudar. Eu sou teimoso!
Por exemplo, quando eu jogava no equipa de basquete de minha escola secundária, minha mãe sempre me fazia sandes quando o jogo ficava longe de casa. Eu sempre queria a mesma mostarda em pelo menos uma fatia de pão. Mas um dia, minha mãe sugeriu que tivesse mostarda picante no sandes. Eu não gostei nada disso! "Não mãe, não quero," eu dizia. Um dia então, minha mãe pôs mostarda picante no meu sandes sem eu saber. Aquele dia, eu comi-o. E sabes uma coisa? Eu gostei! Então meu fato natural foi perturbado (upset) e comecei a ver as coisas numa maneira diferente.
Então, será que "o fato natural" existe? Bem, não sei completamente. Eu só sei que esses "fatos" podem ser influenciados e mudados por meio da caixa de ferramentas da teoria. E eu espero aprender mais como isso acontece, porque como o canção no inicio do livro disse, "Como nós pensamos, muda como nós agimos." Se pudermos mudar a maneira que nós pensamos para o melhor, então nós e o mundo seremos melhores também.
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