"--Não quero mais saber do lirismo que não é libertação."
Este poema, escrito por Manuel Bandeira, mostra um humor ambos escrito e imaginado que faz com que o leitor entenda que o lirismo se deve levar a sério. Ele mesmo copia o lirismo em algumas formas para prover o seu ponto.
Um exemplo é "estou farto do lirismo que pára e vai averiguar no dicionário o cunho
/vernáculo de um vocábulo."
O Bandeira expressa a chatice de ter que entender as palavras grandes, profundas, e impossíveis ajudar o leitor entender que é só para apresentação. Ele convida o leitor a sentir a maneira que ele sente por usar palavras diferentes e desnecessário. Essa ferramenta causa um desgosto por lirismo.
Bandeira também usa duas frases para mostrar que poesia do lirismo não é poesia. Ele escreve
"Estou farto do lirismo namorador
Político
Raquítico
Sifilítico
…Será contabilidade de co-senos secretário, do amante exemplar com
/cem modelos de cartas e as diferentes maneiras de agradar às mulheres, etc."
Ele mostra com isso que os poetas do lirismo só usam a forma e não sentimentos. Ele mesmo usa uma forma desagradável para ilustrar este ponto. Poesia é completamente dos sentimentos, e ao mostrar que as poetas só usa forma "diferente" para "agradar" o Bandeira apoia seu ponto que lirismo não é poeta real e livre. É somente uma apresentação.
Para apoiar este ponto mais ele fala "Quero antes o lirismo dos loucos o lirismo dos bêbados…o lirismo dos clowns de shakespeare." Antes de ouvir uma pessoa com lirismo profundo e palavras grandes e desconhecidas, ele quer ouvir pessoas que frequentemente não são respeitados. Porque? Sabemos nos teatros de Shakespeare os seus clowns são as pessoas menos importantes, mas que falam sempre a verdade. E muitas vezes uma verdade importante para o entendimento. Bêbados também não tem controlo sobre o que dizem. Então falam tudo! E não falam para agradar as pessoas que ouvem, mas simplesmente para falar a verdade que existe para que quem ouve saiba a realidade. O uso desses pontos pinta uma imagem muito forte na cabeça do leitor ao saber que os bêbados e clowns são mais de que o lirismo sem sentimento, o político, o raquítico, etc. Não é poesia quando eles falam, mas hipocrisia. Como Bandeira diz, o lirismo assim "não é libertação." Estão presos com a pressão de agradar as pessoas e parecer algo que não são.
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