"Amor é um fogo que arde sem se ver; é ferida que dói e não se sente; é um contentamento descontente...é um não querer mais que bem querer."
Camões mostra por meio de anáfora, antítese, e pergunta retórica que o amor é incompreensível e que realmente não tem uma definição definita.
Ele estrategicamente usa a anáfora para apanhar a atenção do leitor a fim de estabelecer a definição indefinita do amor. A palavra que se repete durante do poema é "é." Essa ferramenta faz com que os leitores vejam a importância da palavra "amor". Isso é crucial porque ao os leitores prestarem mais atenção as frases iniciadas com "é"eles poderão dar importância ao uso de antítese que estabelecem o significado do poema.
A ilustração feita por antítese mostra que o amor não se compreende nem embora precisemos dele. Mesmo do início Camões diz "é ferida que dói e não se sente." Doer significa causar dor a uma parte do corpo físico. Então o fato que ele diz a ferida dói e não se sente cria uma confusão na mente do leitor. Como é que pode ser os dois? Mais tarde ele diz "[amor] é um andar solitário por entre a gente." Essas são duas ideias opostas e diferentes que se usam para faz confusão entre a mente do leitor. O autor faz isso para que nós não consigamos compreender o significado real do amor assim mostrando o tema e propósito do poema.
A pergunta retórica que Camões faz no fim deixa o leitor não sabendo mesmo o que é o amor: "Mas como causar pode seu favor nos corações humanos amizade, se tão contrário a si é o mesmo amor? Esta pergunta ilustra, como a antítese, duas ideais--amor é em seu favor mas contrário a si. É uma pergunta que chateia e acaba por confundir o leitor! Enfim, a definição do amor nunca é compreendida criando uma imagem conflitante do que é o amor.
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