Friday, November 15, 2013

O Pagador De Promessas

"Sim, você. Você que acaba de repetir a via crucis, sofrendo o martírio de Jesus. Você que , presunçosamente, pretende imitar o Filho de Deus…" (67)

Nunca esperei isso. Que ironia! Alguém pensaria que quando uma pessoa esforça-se para cumprir uma promessa, tal como levar uma cruz enorme sessenta léguas, a primeira pessoa para ajudar ou deixar o homem entrar na igreja seria o Padre mesmo. Mas foi o oposto. Zé finalmente encontra-se com o padre, mas fica surpreendido pela intolerância religiosa. Zé fez tudo que podia para entrar, mas o padre não deixava.

Ao ler o livro, eu vou pensando nas três perguntas feitas antes de começarmos a leitura: O que simboliza o homem, a promessa que fez, e as pessoas que tentam pará-lo? Tenho duas ideais que estão a bater-se na minha cabeça. O primeiro é que Zé simboliza o brasileiro normal de bahia e o esforço que essas pessoas fazem para ser religiosos, para vir a Cristo, mesmo que eles mexam as ideais religiosas. Sendo pessoas normais e pobres, contudo as classes de elite estão revoltados por elas. É um símbolo a mostrar a miscegenação religiosa de brasil e a reação da gente para isso. Isso é a primeira ideia

A segunda ideia talvez seja a mais óbvia, que Zé representa o Cristo. Embora seja somente uma imitação de Cristo. Zé tomou a cruz dele para salvar uma criatura, como Cristo tomou a sua cruz para salvar a humanidade. E ao fazer Cristo foi rejeitado, desprezado, e odiado por todos, sejam os políticas, os religiosos, etc. Ele mesmo teve que pôr em frente de amor a promessa que ele fez, exatamente como Zé fez com a Rosa. Se isso for certo, poderei adivinhar que Zé vai encontrar problema com políticos. O que é interessante é que embora Zé não queira imitar ou tomar lugar de Cristo, parece que a promessa que ele está a cumprir está a provocar isso. Do início, parecia que ele só tinha que levar a cruz para à igreja, mas afinal, a promessa está a ser mais difícil do que qualquer pessoa pensava; ele está a aprender o que Jesus Cristo passou por passar a mesma coisa dum nível mais baixo e fraco. Sinto-me que o autor está a dizer que quando toma a cruz, você tem que tomar tudo que vem com ela. Pode-se ver nesta história que o Gomes está a mostrar-nos mais facilmente e fracamente os dores e experiências que o Cristo passou para nos salvar.

Friday, November 8, 2013

Teoria Nunca Exige "Fato"

"Reading, in other words is not an exercise in burrowing into the words for their "real" meaning but rather a matter of producing relations among signifiers that have no "natural" or "essential" meaning." (The Theory Toolbox, 25)

Não tivemos uma leitura específica nesta semana, mas tive algum tempo para revisar algumas das leituras que fizemos na aula anteriormente, inclusive The Theory Toolbox. Se houvesse somente uma coisa que aprendi neste livro que "there is no such thing as natural fact" (6). Na minha vida inteira parece que foi ensinado, seja por acidente ou propósito, pelos meus professores a procurar um fato. Só um! Minha mente trabalhava assim havia muito tempo. Quando eu lia literatura, ou lia perguntas dum exame, ou seja que fosse, sempre buscava uma resposta concreta. Um significado sempre implicado. Mas vivemos numa vida da teoria, especialmente no mundo da literatura. Há alguns aspectos do fato mesmo, como problemas matemáticos. Mas esses problemas e soluções não começaram sem teorias? As pessoas andam a ter opiniões, ideais, e repostas sobre vários assuntos--é Miley Cyrus humana? Obama é um bom presidente? Todas terão opiniões sobre essas coisas que eles vão chamar "fato," mas em verdade, são teorias. "Everything is suspicious." (6)

É essa regra que traz cor e beleza para a leitura. Se pensarmos, teremos que ler assim também. Ler não é simplesmente perder-se nas palavras dum livro a fim de achar o significado "real", mas produzir relações entre as palavras que não tem um significado "natural". Ler deve ser usar todos os recursos do livro, todos os contextos para encontrar significados e propósitos escondidos que fazem com que nós aprendamos mais. Ler é imaginar usando provas do texto. Ler não é o "o que" do livro e significado, mas de fato é o "como". Não se pode estar satisfeito com uma resposta, mas disposto de ouvir e estar abertos para muitas.


Friday, November 1, 2013

Poética

"--Não quero mais saber do lirismo que não é libertação."

Este poema, escrito por Manuel Bandeira, mostra um humor ambos escrito e imaginado que faz com que o leitor entenda que o lirismo se deve levar a sério. Ele mesmo copia o lirismo em algumas formas para prover o seu ponto.

Um exemplo é "estou farto do lirismo que pára e vai averiguar no dicionário o cunho
                                                                                          /vernáculo de um vocábulo."
O Bandeira expressa a chatice de ter que entender as palavras grandes, profundas, e impossíveis ajudar o leitor entender que é só para apresentação. Ele convida o leitor a sentir a maneira que ele sente por usar palavras diferentes e desnecessário. Essa ferramenta causa um desgosto por lirismo.

Bandeira também usa duas frases para mostrar que poesia do lirismo não é poesia. Ele escreve
"Estou farto do lirismo namorador
  Político
  Raquítico
  Sifilítico
  …Será contabilidade de co-senos secretário, do amante exemplar com
                      /cem modelos de cartas e as diferentes maneiras de agradar às mulheres, etc."
Ele mostra com isso que os poetas do lirismo só usam a forma e não sentimentos. Ele mesmo usa uma forma desagradável para ilustrar este ponto. Poesia é completamente dos sentimentos, e ao mostrar que as poetas só usa forma "diferente" para "agradar" o Bandeira apoia seu ponto que lirismo não é poeta real e livre. É somente uma apresentação.
Para apoiar este ponto mais ele fala "Quero antes o lirismo dos loucos o lirismo dos bêbados…o lirismo dos clowns de shakespeare." Antes de ouvir uma pessoa com lirismo profundo e palavras grandes e desconhecidas, ele quer ouvir pessoas que frequentemente não são respeitados. Porque? Sabemos nos teatros de Shakespeare os seus clowns são as pessoas menos importantes, mas que falam sempre a verdade. E muitas vezes uma verdade importante para o entendimento. Bêbados também não tem controlo sobre o que dizem. Então falam tudo! E não falam para agradar as pessoas que ouvem, mas simplesmente para falar a verdade que existe para que quem ouve saiba a realidade. O uso desses pontos pinta uma imagem muito forte na cabeça do leitor ao saber que os bêbados e clowns são mais de que o lirismo sem sentimento, o político, o raquítico, etc. Não é poesia quando eles falam, mas hipocrisia. Como Bandeira diz, o lirismo assim "não é libertação." Estão presos com a pressão de agradar as pessoas e parecer algo que não são.


Thursday, October 24, 2013

Epílogos

"Que Falta nesta cidade?………..Verdade
  Que mais por sua desonra?……..Honra
  Falta mais que se lhe ponha………Vergonha."

O poema escrito por Gregório de Matos discute a corrupção e injustiça da Bahia numa estrutura que parece estar a reunir o povo para revoltar. É um poema cheio de paixão para o brasil com o propósito de chamar a gente à atenção. Na sua sátira, o Matos usa uma estrutura única de perguntas retóricas, de reticência e de rima para revelar a realidade de que a Bahia é corrupta.

É óbvio para o leitor saber que o poema tem um tom negativo ao ver as palavras nos versos verticais, mas é a maneira que Matos usa a estrutura do verso vertical que chama mais atenção ao significado. Cada frase começa com uma pergunta retórica e uma reticência dando tempo para o leitor pensar nas possibilidades. A reticência dá a ideai que a pergunta não será respondida, mas ironicamente o autor responde essas perguntas. O uso dessa estrutura tem dois propósitos: 1. O fato que ele usa uma palavra só ousadamente mostra que é para chamar a audiência ao revolto (Verdade, Honra, Vergonha, Usura)--podemos dizer que ele está a reunir os tropas; 2. Para revelar ao leitor a natureza corrupta de terra que se refere.

Matos também usa uma rima para ajudar o leitor ligar-se com as qualidades corruptas da Bahia: "O que falta nesta cidade?…verdade). Toda a estrutura é para fazer com que esses temas e características fiquem na mente do leitor. Assim, a audiência sabe claramente das respostas ousadas que a Bahia é corrupta e precisa de mudar.

Thursday, October 17, 2013

Amor é um fogo que arde sem se ver

"Amor é um fogo que arde sem se ver; é ferida que dói e não se sente; é um contentamento descontente...é um não querer mais que bem querer."

Camões mostra por meio de anáfora, antítese, e pergunta retórica que o amor é incompreensível e que realmente não tem uma definição definita.

Ele estrategicamente usa a anáfora para apanhar a atenção do leitor a fim de estabelecer a definição indefinita do amor. A palavra que se repete durante do poema é "é." Essa ferramenta faz com que os leitores vejam a importância da palavra "amor". Isso é crucial porque ao os leitores prestarem mais atenção as frases iniciadas com "é"eles poderão dar importância ao uso de antítese que estabelecem o significado do poema.

A ilustração feita por antítese mostra que o amor não se compreende nem embora precisemos dele. Mesmo do início Camões diz "é ferida que dói e não se sente." Doer significa causar dor a uma parte do corpo físico. Então o fato que ele diz a ferida dói e não se sente cria uma confusão na mente do leitor. Como é que pode ser os dois? Mais tarde ele diz "[amor] é um andar solitário por entre a gente." Essas são duas ideias opostas e diferentes que se usam para faz confusão entre a mente do leitor. O autor faz isso para que nós não consigamos compreender o significado real do amor assim mostrando o tema e propósito do poema.

A pergunta retórica que Camões faz no fim deixa o leitor não sabendo mesmo o que é o amor: "Mas como causar pode seu favor nos corações humanos amizade, se tão contrário a si é o mesmo amor? Esta pergunta ilustra, como a antítese, duas ideais--amor é em seu favor mas contrário a si. É uma pergunta que chateia e acaba por confundir o leitor! Enfim, a definição do amor nunca é compreendida criando uma imagem conflitante do que é o amor.

Tuesday, October 8, 2013

Homem No Mar

"Agora não sou mai responsável por ele; cumpri o meu dever, e ele cumpriu o seu...ele não estava fazendo nenhum gesto a favor de alguém, nem construindo algo de útil; mas certamente fazia uma coisa bela, e a fazia de um modo puro e viril." (página 92)

A crónica de Rubem Braga, fala dum acontecimento teve a ver um homem a nadar na praia. Ele ficou o vendo e anotando cada movimento daquele "nobre animal"e ponderando sobre a beleza do momento. Mas qual é a verdade dessa crónica? O que o autor está tentando dizer?

A citação diz que "não sou mais responsável por ele," que revela a obrigação que o autor sente dele mesmo. Porque tem obrigação? Bem, como nós aprendemos, ele vê o homem a nadar como um "correto irmão." A crónica não somente está falando sobre a beleza dum homem a nadar, mas fala sobre o amor do irmão. Naquele tempo todo, o autor sentiu que precisava de acompanhá-lo para que pudesse testemunhar com seu irmão que ele atingisse o telhado vermelho...a sua meta."E ele o antigiu."

Talvez não fosse o apoio mais alto, nem poderoso; não obstante, foi um apoio que deu ao seu irmão por fazer algo "de um modo puro e viril." Ao ler, sinto-me a relação que irmãos têm é algo também puro e viril. É poderoso. Acho que o Sr. Braga queria que os leitores entendessem esse ponto, que o amor e o apoio dos irmãos são essenciais na sociedade por que nos "faz bem."

Friday, October 4, 2013

Estão Apenas Ensaiando

"Desanca o diretor, diz que não dá para mostrar desespero com um texto daqueles, inverossímil...[no] mundo do lado de fora esteve perfeito na pele do lavrador em sua súplica diante da morte." (página 74 e 76

Porquê escreve um conto assim? Qual é o significado? Bem, não sei perfeitamente, mas se eu percebi pelo menos algumas partes desse conto, então eu acho é meu dever para esforçar-me a entender o texto. É interessante como o autor do texto usa ironia para ensinar-nos o seu ponto. "Estão apenas ensaiando" é repetido várias vezes como se o autor estivesse a lembrar-nos de cada momento. Mas enfim, a ironia é que "o ensaio" torna-se real. O homem a agir como o lavrador não conseguia agir com um texto "inverossímil." O diretores continuavam a pará-lo durante do ensaio para corrigi-lo, até no final, ele agiu perfeitamente porque perdeu no "mundo do lado de fora" a sua mulher. Não foi apenas um ensaio.

A ironia ajuda-nos ver que na leitura há uma ligação no mundo irreal (os textos, livros) e o mundo real. Essa ironia não somente é um desafio, mas também um aviso. Quantas vezes no temos achado como o homem lavrador, não percebendo o texto e não conseguindo entender o sentimento do momento. É um desafio como leitores de esforçar-nos mentalmente para entender os textos que lemos. Pode-se sentir emoção por causa duma caneta e papel. No obstante, o autor também deixa um aviso. Vemos que o lavrador finalmente "esteve perfeito," mas era por causa da realidade na sua vida. Finalmente entendeu o texto, mas por um preço. O autor está a avisar-nos que se desistirmos de entender um texto, um dia o nosso mundo e o mundo do texto serão ligados e teremos que sentir uma dor tal como o lavrador para realmente entender: "compreende que por um instante encarnou de fato o lavrador...por uma trapaça do destino, tornou-se o próprio lavrador..."

O autor só pede que façamos um esforço mental para compreender os textos que lemos para que nos preparemos para o futuro e nos tornemos pessoas mais sábias.